O que acontece agora que a 5G estreou no Brasil?

Indústria é um dos setores mais beneficiados pela nova geração de internet móvel, a do 5G.

Autor: Gabriela Pederneiras

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A 5G estreou oficialmente no Brasil na primeira quarta-feira de julho. A primeira cidade a receber a nova geração de conexão foi Brasília. As próximas capitais que se conectarão à tecnologia “full 5G”, como está sendo chamada a experiência completa de acesso à rede, são Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) diz que até 29 de setembro todas as capitais terão o acesso. 

A nova geração de internet móvel é uma evolução da 4G, com isso traz mais velocidade de upload e download, menor latência (tempo de resposta), maior confiabilidade, capacidade de se conectar a mais dispositivos ao mesmo tempo, entre outras vantagens. Isso tudo faz com que muitas coisas que pareciam pertencentes a filmes de ficção possam se tornar realidade em um futuro próximo, como os carros autônomos. 


O que muda com a chegada oficial da 5G

A  nova geração pode chegar a uma velocidade de 1 a 10 Gbps, o que representa 100 vezes mais do que a 4G. De acordo com Leonardo Capdeville, chefe de inovação tecnológica da TIM, em entrevista ao G1, “se fizermos uma analogia com o mundo real, 100 vezes mais rápido é a diferença de velocidade entre um ciclista de alta performance e um caça de guerra".

Para as indústrias, isso significa um mundo novo de possibilidades. Segundo a avaliação pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações  “o 5G será um componente chave para o aumento da troca desembaraçada de dados entre máquinas, instalações, humanos e robôs, o que permitirá o desenvolvimento de uma logística inteligente, produção conectada de sistemas cyber-físicos e de comunicação máquina a máquina. A combinação dessas e de outras tecnologias digitais no setor secundário possibilita o avanço industrial conhecido como Indústria 4.0’”.

A Anatel, por sua vez, garante que os usuários não deverão sentir um aumento na conta de internet com esse acréscimo de benefícios. 

5G para Indústria

Como o próprio Ministério defende, a tecnologia será uma facilitadora da indústria 4.0, isso porque a partir da menor latência, maior velocidade e a capacidade de conectar mais dispositivos em uma mesma rede será possível, entre outras coisas:

  • Expandir o uso de Internet das Coisas;
  • Ter comandos com respostas em tempo real;
  • Interconectar diferentes setores produtivos em uma mesma rede;
  • Robotizar a logística e a produção.

De acordo com uma pesquisa do Ministério da Economia, o aumento de produtividade e a redução de custos proporcionados pela 5G nas indústrias podem gerar benefícios para economia do país que alcançam os R$ 590 bilhões na próxima década.  

 

Imagem de capa: Depositphotos

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Gabriela Pederneiras

Jornalista e Redatora especial para os portais CIMM e Ind4.0

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